Secretário vê “retrocesso” em ação no STF para barrar passaporte da vacina na PB

O secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, criticou as tentativas de impedimento da implantação do passaporte da vacina contra a Covid-19 no estado. Nesta terça-feira (7), o gestor se pronunciou sobre uma ação ingressada pelo PTB no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a exigência do comprovante para adentrar em eventos, bares, restaurantes e órgãos públicos.

“Qualquer manifestação ou atitude que tente obstaculizar o passaporte vacinal vai ocasionar um maior número de paraibanos e paraibanas que adoecem e por consequência morrem em decorrência de aglomerações ou por conta do ciclo vacinal incompleto.”, afirmou.

Medeiros avaliou que no atual momento da pandemia, tanto o passaporte quanto o uso de máscaras são essenciais para evitar uma crescente no número de casos. Ele também contestou o argumento de que essas medidas iriam contra a liberdade individual e o direito de ir e vir dos cidadãos.

“Os estudos mostram que se você tem contato a três metros de distância com uma pessoa, se uma das duas não estiver vacinada ou for portadora do vírus, existe uma probabilidade de 90% de você se contaminar. Se as duas estiverem com máscara a probabilidade cai para 1%. O passaporte apenas limita a entrada em ambientes fechados, que são os ambientes que mais contaminam, de pessoas que não estão com o ciclo vacinal completo. Isso não é impedir o direito de ir e vir. As pessoas podem circular, desde que elas ao adentrar em ambiente que predispõem a contaminação de outras pessoas que estão cumprindo com seu direito de cidadão, o direito dos outros deve ser preservado num momento de uma pandemia.“, explicou.

O chamado passaporte da vacina foi instituído por meio de lei aprovada na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e regulamentada pelo Estado. A exigência do documento em eventos, bares, restaurantes começou no último fim de semana e em órgãos públicos (a exemplo de Detran e Casa da Cidadania) na última segunda-feira.

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