Suposta propina nunca foi entregue por advogado de Ricardo e sim por membro da Cruz Vermelha, revela delator

O advogado Francisco Ferreira divulgou nota a imprensa, nesta sexta-feira (15), esclarecendo o envolvimento do seu ex-sócio nas investigações da operação Calvário, que investiga uma suposta organização criminosa que teria desviado recursos público, por meio de contratos firmados juntos às unidades de saúde da Paraíba.

Em delação premiada, Leandro Nunes, ex-assessor da secretária estadual da Administração, disse ao Ministério Público Estadual (MPPB) que teria recebido propina ao advogado Saulo Pereira Fernandes, ex-sócio de Francisco Ferreira, no escritório que os dois mantinham no bairro do Bessa, em João Pessoa.

“Nunca presenciei no escritório a presença de nenhum dos investigados, pois conheci Leandro pessoalmente apenas após deflagração da Operação Calvário e ele pode muito bem esclarecer isso. Também nunca presenciei qualquer conduta ilícita praticada por Saulo Pereira Fernandes”, declarou Francisco Ferreira.

O advogado explicou que a sociedade com Saulo Pereira durou pouco mais de um ano e a relação profissional foi encerrada há alguns anos, o que pode ser comprovado por documentos junto a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB).

“Após minha saída da Sociedade de Advogados constituída com Saulo, constituí o mesmo local, nova sociedade, desta feita, Sociedade Unipessoal de Advocacia. Saulo deu continuidade a Sociedade, incluindo em meu lugar a sua esposa e continuou suas atividades em local diverso e em outro Estado”, declarou Francisco Ferreira.

“A minha relação com Saulo Fernandes era estritamente profissional e dentro do que preceitua a Lei e a Ordem dos Advogados do Brasil, cada um atuando em sua área específica do Direito e de forma independente. Após minha saída, por iniciativa própria da Sociedade, desde então não tenho conhecimento da área e do local que meu ex-sócio vive e trabalha”, acrescentou.

Após a citação do seu escritório, Francisco Ferreira também enviou petição ao desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Ricardo Vital, comunicando o fim da sociedade e esclarecendo que não mantém nenhuma relação profissional e pessoal com o ex-sócio, Saulo Pereira (documento abaixo).

Organização Social

Com relação ao envolvimento do seu nome com a Associação Brasileira de Beneficência Comunitária (ABBC), o advogado explicou que rescindiu, desde janeiro, unilateralmente o contrato com a a organização social por descumprimento de clausulas relativas a falta de pagamentos de honorários na forma pactuada, mesmo tendo prestado os serviços.

“Por fim, esclareço que minha vida é pautada por muito trabalho e militância na advocacia e na ciência do Direito e transcende o Estado da Paraíba , pois atualmente, conforme qualquer um pode consultar através de minha OAB 18.025 , e dos Portais  do TJ-PB , TJ-DF , JF PB , JF DF, TCE, TCU, TRT2 , TRT6 , TRT13 , TST , TRE , TSE , STJ e STF, nosso Escritório de Advocacia , FRANCISCO FERREIRA SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA, sob minha coordenação única,  atuo em centenas de processos em todo o Brasil, sendo que só na Paraíba atuamos em quase cinco centenas de processos ativos( 1º e 2º graus )”, declarou.

“Dessa forma, a fim de esclarecer as citações que envolvem meu nome, e em respeito a toda minha clientela que tenho na Paraíba e em todo o país, e de contribuir com o exitoso trabalho do GAECO do MPPB na busca da verdade real, é que esclareço estes fatos que em nada desabonam a minha conduta moral e pessoal, que sempre foi pautada de muito labor”, acrescentou.

Veja documento enviado ao desembargador Ricardo Vital

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