Fred Ozanan fala sobre sua trajetória como cartunista e chargista

O cartunista e chargista Fred Ozanan comentou um pouco sobre sua trajetória durante entrevista à Rádio Caturité FM, neste sábado, 16.

Ele lamentou a perda de grande parte do acervo que possuía, cerca de 15 anos de trabalho em produção gráfica, após um serviço mal feito de uma empresa de energia.

Fred destacou que o vasto material perdido é uma parte da história do Brasil que foi embora, e relembrou a época em que atuava como chargista do extinto Pasquim, que foi um semanário alternativo brasileiro, editado entre 26 de junho de 1969 e 11 de novembro de 1991, reconhecido pelo diálogo entre o cenário da contracultura da década de 1960 e por seu papel de oposição ao regime militar.

O cartunista frisou que doou toda a coleção do Pasquim para o Museu da imprensa de Portugal, onde começou a desenhar para lá quando o semanário estava na edição 700 e continuou mandando os trabalhos até o final.

O material dos 30 anos do Pasquim saiu do acervo de Frend Ozanan, onde ele foi homenageado.

Hoje em dia, Fred continua fazendo parte do Salão de Piracicaba como jurado, após ganhar vários prêmios em exposições no local.

Ozanam também comentou sobre o “Ano Jackson do Pandeiro”, lei sancionada pela Prefeitura Municipal de Campina Grande, alusiva ao centenário de nascimento do artista e que prevê uma série de homenagens do dia 01 de Janeiro a 31 de dezembro deste ano.

Ele lembrou que conversou com o vereador Renan Maracajá, autor da lei, e pontuou a importância de Jackson para Campina Grande e para o Brasil, já que o artista revolucionou a música brasileira.

“Para nossa felicidade, esse projeto está sendo copiado por todo mundo. Campina Grande deve muito a Jackson, pois, até hoje a cidade é difundida através da música de Jackson do Pandeiro “, exclamou.

Jackson do Pandeiro, nome artístico de José Gomes Filho, nasceu em Alagoa Grande, em 31 de agosto de 1919, e faleceu em Brasília no dia 10 de julho de 1982, aos 62 anos.

Para comemorar o Ano Jackson do Pandeiro, a cidade de Campina Grande terá atividades que envolvem pesquisa, vídeos, documentários, fotos, música, para enaltecer e resgatar a obra do músico.

Paraíba Online

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