Nesta terça: Efigênio Moura lança em Patos seu mais novo livro “Pedro Jeremias”

O escritor paraibano, Efigênio Moura lança seu sexto livro, ‘Pedro Jeremias’, nesta terça-feira (4), na cidade de Patos, no Sertão às 20h, no Centro Cultural Amaury de Carvalho. O livro  conta a história de um personagem que evitou um ataque de Lampião à cidade de Bonito, em Pernambuco. A partir desse episódio, ele se torna um dos cangaceiros mais fiéis a Virgulino Ferreira.

Conheça a trajetória do escritor 

José Efigênio Eloi Moura herdou do avô, o poeta alagoano Efigênio Teixeira de Moura, a força das frases, feitas em momentos de observação e descontração. Quando adolescente, arriscava escrever alguns poemas. A leitura o fazia imaginar como seria interessante se ele mesmo falasse do mundo que via. Através dos livros e letras de músicas, o escritor conheceu um mundo sem fronteiras.

Em 2009, estreou na literatura. Começou a escrever após presenciar um episódio quando trabalhava na Revista Nordeste. “Eu vi uma cena tragicômica, daí surgiu um conto que seria o da Peleja. Era a Ladeira da Borborema, íngreme, no Varadouro e era agosto. Depois de pronto, resolvi que devia dar continuidade a ele e surgiu ‘Eita Gota! Uma Viagem Paraibana’, meu primeiro livro”, relembrou.

Os textos de Efigênio têm uma linguagem típica da oralidade do homem do interior. O autor diz que a terra que nasceu, bastante cantada, também precisava ser contada. “O Cariri paraibano é rico em pessoas, em ambiente, em fauna e flora. A terra sofrida e valente não me deixou contar uma estória diferente senão do jeito que é falada, vivida e amada. O estilo é de meu povo. Sou parte dele”, explicou o escritor. Cada livro seu é acompanhado por um glossário em suas páginas.

A maior inspiração do autor é o ambiente. Ele contou como é o seu processo criativo. “Geralmente, fico introspectivo, observando, ouvindo e, principalmente, escutando músicas”. As letras de artistas como Maciel Melo, Xico Bezerra, Humberto Teixeira, Zé Marcolino, Flávio Leandro, Nanado Alves, abrem os horizontes de Efigênio. Segundo ele, no livro “Ciço de Luzia”, por exemplo, o personagem nasceu do trecho de uma canção de Zé Marcolino, chamada “Cantiga de Vem Vem”.

O escritor também é radialista, assim como foi seu avô. “Em Patos, diziam que eu tinha a voz boa. Fiquei arrodeando a Rádio Panati e me deram uma chance. Gostei e passei mais de 20 anos sofrendo e gozando a vida nesse veículo”, revelou. Valdemar Tude, da Rádio Espinharas e Aluísio Araújo foram os responsáveis por sua ida aos microfones. Lá conviveu com profissionais como Edleuson Franco, Roberto Fortunato, Virgilio Trindade e José Augusto Longo. Efigênio ainda trabalhou em emissoras de Santa Luzia, Campina Grande, João Pessoa, Itabaiana e Monteiro.

Em 2013, o livro “Ciço de Luzia” esteve entre as obras do vestibular da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Em razão disso, fez mais de 40 palestras no estado e em Pernambuco. Nesse mesmo ano foram vendidos quase 4 mil exemplares físicos e mais de 6 mil foram baixados gratuitamente pela internet. Efigênio Moura foi o escritor mais lido e comentado na Paraíba naquele período.

No ano de 2015, o autor foi eleito membro da Academia de Letras de Campina Grande, ocupando a cadeira 18, cujo patrono é Salatiel Pimentel. Suas obras são estudadas em salas de aulas da Paraíba, Pernambuco e Distrito Federal.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *