No contrapeso, Maranhão equilibra balança. Por Heron Cid

Quando disse lá atrás que seria candidato ao Governo, pouco gente botou fé, e muitos acharam que o senador José Maranhão (MDB) fazia o óbvio da política, barganhar e valorizar o passe do seu apoio e a estrutura do seu partido.

Quem agora assiste o senador correndo Estado afora em eventos, pilotando reuniões com lideranças políticas e cortejando adesões de partidos, percebe que o emedebista não brinca de ser candidato, nem no passado e nem agora em plena pré-campanha.

E, admita-se, Maranhão é um dos pré-candidatos que mais tem feito, e bem feito, o dever de casa. Está indo onde precisa ir, está conversando com quem precisa dialogar e está oferecendo o que muitos partidos necessitam, uma coligação razoável e uma candidatura que não pode ser desprezada.

Ao contrário do que se imaginava, a postulação de Zé não dá sinais de morte por inanição, por enquanto. Tanto que é monitorada com atenção pelas articulações do entorno de Lucélio Cartaxo e de João Azevedo.

Para a esperteza do mundo político, ainda que eventualmente não prospere, a candidatura de Maranhão já tem servido muito como coluna do meio que dá vitrine e valoriza a todos quantos se aproximem do veterano pré-candidato.

Atropelando a balança da polarização, virou uma contrapeso que equilibra o jogo.

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